Osteoporose: Principais tipos e tratamentos

Os ossos contêm minerais, incluindo cálcio e fósforo, que os tornam rígidos e densos. Para manter a densidade óssea (ou massa óssea), o corpo precisa de um fornecimento adequado de cálcio e outros minerais e deve produzir as quantidades adequadas de vários hormônios, como o hormônio da paratireoide, hormônio do crescimento, calcitonina, estrogênio e testosterona.

Um suprimento adequado de vitamina D é necessário para absorção do cálcio dos alimentos e sua incorporação aos ossos. A vitamina D é absorvida a partir da dieta e também fabricada na pele através da luz solar (veja Vitamina D). Para que os ossos possam se ajustar às novas exigências, eles são degradados e remodelados, continuamente. Este processo é conhecido como remodelagem (veja Ossos).

Nesse processo, pequenas áreas do tecido ósseo são removidas continuamente e um novo tecido ósseo é depositado. A remodelação afeta a forma e a densidade dos ossos. Na juventude, os ossos crescem em largura e comprimento à medida que o corpo cresce. Mais tarde na vida, os ossos podem, às vezes, aumentar sua largura, mas não ficam mais longos.

Tipos de osteoporose

Cerca de oito milhões de mulheres e dois milhões de homens nos Estados Unidos têm osteoporose. Existem dois tipos principais de osteoporose:

  • Osteoporose primária;
  • Osteoporose secundária.

A osteoporose primária ocorre espontaneamente e a osteoporose secundária é causada por outras doenças ou medicamentos.

Osteoporose primária

Mais de 95% da osteoporose em mulheres e, provavelmente, cerca de 80% em homens, é primária. A maioria dos casos ocorre em mulheres na pós-menopausa e em homens mais velhos. Uma das principais causas da osteoporose é a falta de estrogênio, particularmente a redução rápida que ocorre na menopausa.

A maioria dos homens com mais de 50 anos têm níveis mais altos de estrogênio do que as mulheres na pós-menopausa, mas esses níveis também diminuem com o envelhecimento, e baixos níveis de estrogênio estão associados com a osteoporose em homens e mulheres. A deficiência de estrogênio aumenta a degradação óssea e resulta em rápida perda óssea.

Vários outros fatores, como determinados medicamentos, uso de tabaco, consumo excessivo de álcool, histórico familiar de osteoporose (por exemplo, se o pai ou a mãe da pessoa sofreu fraturas de quadril) e estatura corporal pequena, aumentam o risco de perda óssea e o desenvolvimento de osteoporose em mulheres. Esses fatores de risco também são importantes em homens.

Osteoporose secundária

Menos de 5% dos casos de osteoporose em mulheres e cerca de 20% em homens são secundários. Exemplos de doenças que podem causar osteoporose secundária são a doença renal crônica e distúrbios hormonais (especialmente doença de Cushing, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, hipogonadismo, níveis elevados de prolactina e diabetes mellitus).

Certos tipos de câncer, como mieloma múltiplo, podem causar osteoporose secundária e outras doenças, como a artrite reumatoide, podem também causá‑lo. Exemplos de medicamentos que podem causar osteoporose secundária são progesterona, corticosteroides, hormônios da tireoide, certos medicamentos de quimioterapia e anticonvulsivos.

O tabagismo também pode causar ou contribuir para osteoporose secundária. O consumo excessivo de álcool ou cafeína e o tabagismo podem piorar a osteoporose pré-existente, mas improvavelmente a causam.

Osteoporose idiopática

A osteoporose idiopática é um tipo raro de osteoporose. A palavra idiopática significa simplesmente que a causa é desconhecida. Esse tipo de osteoporose ocorre em mulheres na pré-menopausa, em homens com menos de 50 anos e em crianças e adolescentes que têm níveis normais de hormônios, níveis normais de vitamina D e nenhuma razão óbvia para terem ossos fracos.

Sintomas da osteoporose

No início, a osteoporose não causa sintomas, pois a perda da densidade óssea ocorre muito gradualmente. Algumas pessoas nunca desenvolvem sintomas. Contudo, quando a osteoporose causa a quebra de ossos (fraturas), as pessoas podem sentir dor dependendo do tipo de fratura. As fraturas tendem a consolidar lentamente em pessoas com osteoporose e podem resultar em deformidades, como uma coluna encurvada.

Fraturas por compressão vertebral (fraturas de vértebras da coluna vertebral) podem ocorrer em pessoas que têm qualquer tipo de osteoporose. Estas fraturas são as fraturas mais comuns relacionadas à osteoporose. As vértebras enfraquecidas podem quebrar espontaneamente ou após uma pequena lesão. A maioria dessas fraturas por compressão vertebral não causam dor.

No entanto, pode se desenvolver dor, que, geralmente, começa repentinamente, permanece em uma determinada área das costas e piora quando a pessoa se levanta ou anda. A área pode ficar sensível. Normalmente, a dor e a sensibilidade começam a desaparecer gradualmente após uma semana. No entanto, a dor persistente pode durar meses ou ser constante.

Diagnóstico de osteoporose

  • Exame de densidade óssea;
  • Nível de vitamina D;
  • Exames para causas de osteoporose secundária.

O médico pode suspeitar de osteoporose nas seguintes pessoas:

  • Todas as mulheres com 65 anos ou mais;
  • Mulheres entre a menopausa e 65 anos que apresentam fatores de risco para osteoporose;
  • Todos os homens e mulheres que tiveram uma fratura anterior causada por pouca ou nenhuma força, mesmo que a fratura tenha ocorrido quando jovem;
  • Adultos com idade a partir de 65 anos com dores nas costas ou perda de, pelo menos, cerca de 3 centímetros de altura do corpo sem explicação;
  • Pessoas cujos ossos parecem finos na radiografia ou cuja radiografia mostre fraturas por compressão vertebral;
  • Pessoas com risco de desenvolver osteoporose secundária;

Em caso de suspeita de osteoporose em que uma radiografia não tiver sido feita, esta pode ser solicitada pelo médico. Certos achados na radiografia sugerem osteoporose, mas o diagnóstico de osteoporose é confirmado pelo exame de densidade óssea.

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